Como levar cachorro para a Argentina: guia completo 2026
Argentina é um dos destinos mais simples. Sem sorologia, sem quarentena. CVI + vacinas + antiparasitário. Processo em 2-4 semanas.
A Argentina é um dos destinos mais acessíveis para tutores de pets brasileiros — vizinho, sem barreira de idioma significativa e com um processo documental muito mais simples do que países europeus ou a Austrália. Sem sorologia antirrábica, sem quarentena. O processo pode ser concluído em 2 a 4 semanas.
O que a Argentina exige para cães do Brasil
A Argentina aplica o Decreto 206/2001 e as normas do SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria) para importação de animais de companhia:
Documentos obrigatórios
- Certificado Zoosanitário Internacional (CVI) emitido pelo MAPA brasileiro
- Vacina antirrábica aplicada dentro do prazo de validade
- Vacinas polivalentes em dia (V8 ou V10 para cães)
- Tratamento antiparasitário interno e externo realizado nos 15 dias antes do embarque
O que a Argentina NÃO exige
- Sorologia antirrábica
- Quarentena
- Microchip (recomendado mas não obrigatório por lei)
- Aprovação prévia
SENASA: o órgão argentino equivalente ao MAPA
O SENASA é quem fiscaliza a entrada de animais na Argentina. Na chegada ao aeroporto de Buenos Aires (Ezeiza), há posto do SENASA que inspeciona os documentos.
O CVI para a Argentina
O CVI para a Argentina segue o mesmo processo que para outros destinos:
- Emitido por veterinário credenciado ao MAPA
- Nos 10 dias antes do embarque
- Endosso MAPA via SISESP
- Deve conter: vacinação atualizada, tratamento antiparasitário, dados do animal e do tutor
Tratamento antiparasitário: o que o veterinário aplica
Nos 15 dias antes do embarque, o veterinário deve aplicar e documentar:
- Antiparasitário interno (anti-helmíntico): ivermectina, milbemicina ou equivalente
- Antiparasitário externo: carrapaticida/pulicida
- Data, produto e lote devem constar no CVI
Fronteiras terrestres Brasil-Argentina
Além de aeroporto, muitos tutores cruzam por fronteiras terrestres (Uruguaiana-Paso de los Libres, Foz do Iguaçu-Puerto Iguazú). Em fronteiras terrestres:
- Os mesmos documentos são exigidos
- O posto de fronteira pode ter menos agentes veterinários — leve todos os documentos em ordem
- Alguns postos menores têm horário restrito para inspeção de animais — confirme antes
Viver na Argentina com pet brasileiro
Após a chegada, para residência longa na Argentina:
- Registro municipal (não é obrigatório por lei nacional, mas municípios como Buenos Aires têm registro próprio)
- Consulta veterinária local para atualizar protocolo de vacinação com doenças endêmicas argentinas
- A Argentina tem clima variado — especialmente no norte, vacina contra leishmaniose pode ser recomendada
Cronograma simplificado
| Etapa | Timing |
|---|---|
| Vacinas em dia | Qualquer momento anterior |
| Tratamento antiparasitário | Até 15 dias antes do embarque |
| CVI emitido e endossado | Até 10 dias antes do embarque |
| Embarque | Sem prazo mínimo de espera |
Custos estimados
| Item | Custo estimado |
|---|---|
| Vacinas atualizadas | R$ 100 – R$ 250 |
| Tratamento antiparasitário | R$ 80 – R$ 200 |
| CVI (consulta + emissão) | R$ 200 – R$ 500 |
| Taxa aérea | USD 50 – USD 150 |
| Total estimado | R$ 600 – R$ 1.500 |
A Argentina é, junto com o Uruguai e o Chile, um dos destinos mais simples para levar pets. Ideal para quem está testando a logística ou fazendo mudança para o Cone Sul antes de um processo mais complexo para a Europa.
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