Relato: como Beatriz levou Farinha, sua SRD, para Coimbra
Beatriz foi para Coimbra com Farinha, uma SRD do abrigo de 8 kg. A sorologia que deu 0.54 (passou raspando), o Praziquantel calculado com precisão, LATAM porão e Parque Verde do Mondego.
Beatriz é historiadora e foi fazer um pós-doutoramento em Coimbra — a cidade universitária mais antiga de Portugal. Ela levou Farinha, uma SRD (Sem Raça Definida) — vulgo vira-lata — de 8 kg, que adotou num abrigo de São Paulo há 4 anos. "Ninguém acredita que eu fui fazer todo aquele processo de sorologia para uma cachorra de abrigo. Mas Farinha é minha família."
O processo começa com a sorologia
- Farinha tinha microchip do abrigo — padrão ISO verificado pelo vet MAPA
- Vacina antirrábica: havia vencido — Beatriz reaplicou. Detalhe: vacinar antes do chip faz a contagem de sorologia ser inválida para UE!
- Após pesquisa: Beatriz descobriu que a sequência microchip → vacina é obrigatória e irrevogável
- Como o microchip tinha sido antes da vacina (abrigo): a vacina recente estava tecnicamente válida
- Confirmação com veterinário MAPA: a sequência estava correta — vacina do abrigo feita após o chip de identificação
- Sorologia FAVN no LANAGRO: titulação 0.54 — passou raspando mas passou
A angústia do resultado de 0.54
- Resultado mínimo aceitável: 0.5 IU/mL. Farinha estava em 0.54 — margem de 8%
- Beatriz ficou aliviada mas ansiosa: "E se em 90 dias ela perder imunidade?"
- Veterinário explicou: titulação não cai tanto em 90 dias se a vacina está válida
- Beatriz optou por não reforçar a vacina — veterinário concordou que seria contraproducente
- Farinha embarcou com 0.54 — aceita na chegada em Portugal
O Praziquantel e o voo
- LATAM GRU–LIS: Farinha no porão (8 kg + caixa = 13 kg total)
- Praziquantel aplicado 22h antes do embarque — chegaria em Lisboa com 33h (dentro da janela)
- Beatriz anotou hora exata no papel: "17:30 dia X" — guardou o blister do comprimido como prova
- Voo de 9h30 para Lisboa: Beatriz dormiu 20 minutos. Farinha dormiu o resto
PIF Lisboa: a inspeção
- DGAV: verificou EU HC, sorologia (0.54 — acima do mínimo), Praziquantel e microchip
- Agente calculou o Praziquantel: "22h antes + 9h30 de voo = 31h30 — perfeito"
- Farinha liberada em 35 minutos
Vida de Farinha em Coimbra
- Coimbra é uma cidade menor e mais tranquila que Lisboa — perfeita para SRD de porte médio
- Parque Verde do Mondego: orla do rio com jardins — local favorito de Farinha
- Serra da Lousã: a 30 km de Coimbra — trilhas nos fins de semana com Beatriz e Farinha
- Cultura portuguesa com cães: muito acolhedora — SRD é tão bem-recebida quanto raça pura
- Veterinário: Beatriz encontrou clínica de fácil acesso em Coimbra — consulta EUR 45
- SIAC: Farinha registrada pelo vet — chip lido e cadastrado no sistema nacional
O que Beatriz diz para quem tem SRD
- "Não há nada no processo de importação que diferencie SRD de raça pura"
- "O único extra: certificado de saúde indicando que é SRD — o vet MAPA anota 'SRD' na raça"
- "Farinha foi aceita em Portugal exatamente igual a um Golden Retriever ou Labrador puro"
Custo total da mudança (Brasil → Coimbra, SRD 8 kg)
| Item | Custo (R$) |
|---|---|
| Sorologia FAVN | R$ 650–R$ 900 |
| Vacinas + Praziquantel | R$ 150–R$ 350 |
| CVI com EU HC (MAPA) | R$ 450–R$ 1.100 |
| Caixa IATA 300 | R$ 300–R$ 600 |
| Taxa LATAM porão | R$ 800–R$ 1.500 |
| Total realizado | R$ 2.350–R$ 4.450 |
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