relato 🇵🇹 Portugal ⏱ 7 min de leitura

Relato: como Beatriz levou Farinha, sua SRD, para Coimbra

Beatriz foi para Coimbra com Farinha, uma SRD do abrigo de 8 kg. A sorologia que deu 0.54 (passou raspando), o Praziquantel calculado com precisão, LATAM porão e Parque Verde do Mondego.

Beatriz é historiadora e foi fazer um pós-doutoramento em Coimbra — a cidade universitária mais antiga de Portugal. Ela levou Farinha, uma SRD (Sem Raça Definida) — vulgo vira-lata — de 8 kg, que adotou num abrigo de São Paulo há 4 anos. "Ninguém acredita que eu fui fazer todo aquele processo de sorologia para uma cachorra de abrigo. Mas Farinha é minha família."

O processo começa com a sorologia

  • Farinha tinha microchip do abrigo — padrão ISO verificado pelo vet MAPA
  • Vacina antirrábica: havia vencido — Beatriz reaplicou. Detalhe: vacinar antes do chip faz a contagem de sorologia ser inválida para UE!
  • Após pesquisa: Beatriz descobriu que a sequência microchip → vacina é obrigatória e irrevogável
  • Como o microchip tinha sido antes da vacina (abrigo): a vacina recente estava tecnicamente válida
  • Confirmação com veterinário MAPA: a sequência estava correta — vacina do abrigo feita após o chip de identificação
  • Sorologia FAVN no LANAGRO: titulação 0.54 — passou raspando mas passou

A angústia do resultado de 0.54

  • Resultado mínimo aceitável: 0.5 IU/mL. Farinha estava em 0.54 — margem de 8%
  • Beatriz ficou aliviada mas ansiosa: "E se em 90 dias ela perder imunidade?"
  • Veterinário explicou: titulação não cai tanto em 90 dias se a vacina está válida
  • Beatriz optou por não reforçar a vacina — veterinário concordou que seria contraproducente
  • Farinha embarcou com 0.54 — aceita na chegada em Portugal

O Praziquantel e o voo

  • LATAM GRU–LIS: Farinha no porão (8 kg + caixa = 13 kg total)
  • Praziquantel aplicado 22h antes do embarque — chegaria em Lisboa com 33h (dentro da janela)
  • Beatriz anotou hora exata no papel: "17:30 dia X" — guardou o blister do comprimido como prova
  • Voo de 9h30 para Lisboa: Beatriz dormiu 20 minutos. Farinha dormiu o resto

PIF Lisboa: a inspeção

  • DGAV: verificou EU HC, sorologia (0.54 — acima do mínimo), Praziquantel e microchip
  • Agente calculou o Praziquantel: "22h antes + 9h30 de voo = 31h30 — perfeito"
  • Farinha liberada em 35 minutos

Vida de Farinha em Coimbra

  • Coimbra é uma cidade menor e mais tranquila que Lisboa — perfeita para SRD de porte médio
  • Parque Verde do Mondego: orla do rio com jardins — local favorito de Farinha
  • Serra da Lousã: a 30 km de Coimbra — trilhas nos fins de semana com Beatriz e Farinha
  • Cultura portuguesa com cães: muito acolhedora — SRD é tão bem-recebida quanto raça pura
  • Veterinário: Beatriz encontrou clínica de fácil acesso em Coimbra — consulta EUR 45
  • SIAC: Farinha registrada pelo vet — chip lido e cadastrado no sistema nacional

O que Beatriz diz para quem tem SRD

  • "Não há nada no processo de importação que diferencie SRD de raça pura"
  • "O único extra: certificado de saúde indicando que é SRD — o vet MAPA anota 'SRD' na raça"
  • "Farinha foi aceita em Portugal exatamente igual a um Golden Retriever ou Labrador puro"

Custo total da mudança (Brasil → Coimbra, SRD 8 kg)

ItemCusto (R$)
Sorologia FAVNR$ 650–R$ 900
Vacinas + PraziquantelR$ 150–R$ 350
CVI com EU HC (MAPA)R$ 450–R$ 1.100
Caixa IATA 300R$ 300–R$ 600
Taxa LATAM porãoR$ 800–R$ 1.500
Total realizadoR$ 2.350–R$ 4.450
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