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Relato: como Marcos levou Figo, seu Bulldog Francês, para Lisboa

Marcos foi para Lisboa com Figo, Bulldog Francês de 10,5 kg. Impossível na cabine — LATAM porão em fevereiro com restrição de temperatura, sorologia 0.82, PIF Lisboa 45 min e verão quente.

Marcos é desenvolvedor full-stack e foi para Lisboa trabalhar remotamente para uma startup alemã. Ele tinha Figo, Bulldog Francês de 3 anos — uma das raças mais amadas e ao mesmo tempo mais problemáticas para viagens aéreas. "Várias pessoas me disseram que era impossível levar um Frenchie para Lisboa. Eu decidi provar o contrário — mas com muita pesquisa", conta.

O desafio do Bulldog Francês em voos

  • Bulldogs Franceses são braquicefálicos — focinho curto, palato mole elongado, narina estreita
  • Em altitude pressurizada: mais dificuldade respiratória
  • Muitas companhias aéreas proíbem braquicefálicos no porão (risco de morte)
  • Figo pesava 10,5 kg — pesado demais para cabine na maioria das companhias (máx. 7–8 kg)

A pesquisa de Marcos: quais companhias aceitam Frenchie

  • LATAM: aceita braquicefálicos no porão, mas com restrição de temperatura — e Figo pesa acima do limite para cabine
  • TAP: aceita Frenchies na cabine se dentro do limite de peso — Figo estava 2,5 kg acima
  • Solução encontrada: Marcos consultou a TAP e confirmou que o limite de 8 kg (pet + bolsa) permite Frenchies leves
  • Figo precisaria estar abaixo de 6 kg (mais bolsa de 2 kg = 8 kg). Figo tinha 10,5 kg. Impossível na cabine TAP.
  • Alternativa: LATAM porão GRU–LIS com restrição climática — voou em fevereiro (inverno), temperatura no solo ≤ 20°C

A estratégia do voo de fevereiro

  • LATAM porão: aceita braquicefálicos se temperatura no solo for ≤ 29°C nos dois aeroportos
  • Fevereiro em GRU: 26–30°C — margem apertada, mas dentro do limite
  • Fevereiro em LIS: 12–15°C — totalmente seguro
  • Marcos voou de manhã cedo (07:15 partida de GRU) — temperatura às 5h da manhã era 22°C
  • LATAM confirmou por telefone que a temperatura estava dentro do limite

O processo de documentação (Portugal = UE)

  • Figo já tinha microchip e vacinas em dia
  • Sorologia FAVN: Marcos começou 6 meses antes — titulação 0.82 IU/mL, aprovada
  • Espera 90 dias: feita com folga
  • Praziquantel: aplicado 20h antes do embarque — chegaria em Lisboa com ~33h (dentro dos 120h)
  • EU Health Certificate pelo vet MAPA: emitido 8 dias antes do voo

O voo: Figo no porão

  • Caixa IATA 400 (Figo de 10,5 kg + caixa = 16 kg total)
  • Marcos não dormiu durante o voo de 9h45 para Lisboa
  • Na chegada em LIS: Figo na área de bagagem especial, latindo — sinal de que estava bem
  • "Quando vi ele latindo na esteira pensei: nunca mais faço isso com ele"

PIF Lisboa: inspeção do Frenchie

  • DGAV verificou EU HC, Praziquantel e microchip
  • Veterinária do PIF examinou Figo: respiração um pouco ofegante — normal para Frenchie pós-voo
  • Liberado em 45 minutos — mais demorado pela inspeção extra do braquicefálico

Figo em Lisboa

  • SIAC: Marcos levou Figo ao vet para registro no SIAC (Sistema de Informação de Animais de Companhia)
  • Frenchie em Lisboa: muito popular — Marcos encontrava outros Bulldogs Franceses em todos os parques
  • Parque Eduardo VII: favorito de Figo — amplo, bem cuidado, cães na coleira bem-vindos
  • Verão em Lisboa: julho/agosto até 38°C — Marcos saía às 07:00 e às 21:00 com Figo
  • Veterinário: Marcos encontrou clínica em Alfama que atendia Frenchies com frequência

Custo total da mudança (Brasil → Lisboa, Bulldog Francês)

ItemCusto (R$)
Sorologia FAVNR$ 700–R$ 1.000
Vacinas + PraziquantelR$ 200–R$ 400
CVI com EU HC (MAPA)R$ 500–R$ 1.200
Caixa IATA 400R$ 500–R$ 900
Taxa LATAM porãoR$ 1.200–R$ 2.000
Total realizadoR$ 3.100–R$ 5.500
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