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Certificado Veterinário Internacional (CVI) para Portugal: como emitir

Entenda como emitir o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para levar seu pet a Portugal: requisitos, documentos, prazos e os erros que impedem o embarque.

Para emitir o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para Portugal, você precisa cumprir três requisitos essenciais antes de agendar a emissão no MAPA/VIGIAGRO: o pet deve ter microchip no padrão ISO 11784/11785, estar com a vacina antirrábica válida (aplicada após a implantação do microchip) e passar por um exame clínico com veterinário que preencha o Atestado de Saúde. Com essa base pronta, o tutor apresenta a documentação a um fiscal veterinário federal do VIGIAGRO, que emite o CVI dentro de uma janela curta antes do voo. Como Portugal é país da União Europeia e está na lista de origem favorável ao Brasil, a sorologia antirrábica (FAVN) não é exigida — o que simplifica o processo, mas não elimina os riscos documentais.

Neste guia técnico, explicamos passo a passo como funciona a emissão do CVI para Portugal, quais documentos são obrigatórios, os prazos de cada etapa e os erros que barram o pet no embarque. Um detalhe fora do lugar — uma data errada na vacina, um microchip incompatível ou um exame vencido — é suficiente para o animal ser recusado no check-in.

O que é o CVI e por que ele é indispensável

O CVI (Certificado Veterinário Internacional) é o documento oficial emitido pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), por meio do VIGIAGRO (Vigilância Agropecuária Internacional), que autoriza a saída do animal do território brasileiro. Ele funciona como o "passaporte sanitário" do pet e atesta ao país de destino que o animal cumpre todas as exigências veterinárias.

Nenhum veterinário particular pode emitir o CVI — apenas os fiscais veterinários federais do MAPA. A companhia aérea exige o CVI no momento do check-in, e sem ele o embarque é impossível, mesmo que todo o restante esteja perfeito. Por isso o CVI é a última — e mais crítica — etapa da documentação. Você pode conhecer o processo completo no nosso guia sobre agendamento e emissão do CVI.

Requisitos para o CVI de Portugal (União Europeia)

Portugal segue as regras sanitárias da União Europeia para importação de animais de companhia. Saindo do Brasil, país listado como de risco controlado de raiva, os requisitos são:

  • Microchip ISO 11784/11785: deve ser implantado antes da vacina antirrábica e ser legível por leitor padrão. Este é o primeiro passo de toda a cadeia — veja detalhes no artigo sobre microchip padrão ISO.
  • Vacina antirrábica válida: aplicada após o microchip, respeitando o período de validade e a idade mínima do animal (normalmente a partir de 12 semanas).
  • Atestado de saúde recente: emitido por médico-veterinário, confirmando que o animal está clinicamente saudável e apto a viajar.
  • CVI emitido pelo VIGIAGRO: a etapa final, feita poucos dias antes da viagem.

Uma boa notícia para quem vai para Portugal: a sorologia antirrábica (teste FAVN) NÃO é exigida saindo do Brasil, por conta do status sanitário reconhecido pela UE. Isso reduz o prazo total do processo em relação a destinos como Austrália ou Nova Zelândia, que exigem sorologia e quarentena. Ainda assim, confirme sempre as regras vigentes, pois elas mudam sem aviso — veja o panorama completo em levar pet para Portugal.

Um erro comum e fatal: vacinar o pet antes de implantar o microchip. Nesse caso, a vacina não é considerada válida pela UE e todo o processo precisa recomeçar — com nova vacina e novo período de espera.

Documentos exigidos e prazos

A ordem correta das etapas é tão importante quanto os documentos em si. A tabela abaixo resume o que preparar e quando:

Documento / etapa Responsável Quando fazer
Microchip ISO 11784/11785 Médico-veterinário Primeiro passo — antes de tudo
Vacina antirrábica Médico-veterinário Após o microchip, respeitando a validade
Atestado de saúde Médico-veterinário Poucos dias antes da viagem
Emissão do CVI Fiscal do MAPA/VIGIAGRO Em geral até 10 dias antes do voo
Endosso no destino (se necessário) Autoridade portuguesa Na chegada / ponto de entrada UE

O prazo total do processo para Portugal costuma variar de 1 a 3 meses, dependendo da agilidade nas vacinas e exames. Recomendamos sempre começar cedo: uma antirrábica com validade estourada ou um exame agendado em cima da hora pode inviabilizar a viagem. Se você está em dúvida sobre em que etapa começar, faça o nosso diagnóstico gratuito do pet.

Passo a passo da emissão do CVI para Portugal

  1. Microchipagem: implante o microchip ISO e registre o número em todos os documentos.
  2. Vacinação antirrábica: aplique a vacina após o microchip e guarde o comprovante com datas legíveis.
  3. Atestado de saúde: leve o pet ao veterinário poucos dias antes da viagem para o exame clínico e emissão do atestado.
  4. Agendamento no VIGIAGRO: agende a emissão do CVI na unidade do MAPA (normalmente no aeroporto internacional de embarque).
  5. Apresentação da documentação: leve microchip comprovado, carteira de vacinação, atestado de saúde e documentos do tutor.
  6. Emissão do CVI: o fiscal confere tudo e emite o certificado, válido por poucos dias — por isso a emissão é sempre próxima ao voo.

Parece simples, mas cada etapa tem armadilhas: datas incompatíveis, microchip ilegível, vacina fora do prazo ou documentos preenchidos com erro. Qualquer inconsistência pode fazer o fiscal recusar a emissão — e sem CVI, não há voo. É exatamente aqui que a maioria dos tutores que tenta fazer sozinho enfrenta problemas de última hora.

Por que fazer isso sozinho é arriscado

O transporte internacional de pets envolve regras sanitárias que mudam sem aviso, prazos rígidos e uma sequência de etapas que não admite erro. Um pet barrado no embarque significa voo perdido, remarcação de passagens, novos exames e, em casos extremos, quarentena ou retorno do animal. O prejuízo emocional e financeiro é enorme.

A Pet Viajante já ajudou mais de 15.000 pets a viajarem com segurança. Contamos com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte também no país de destino. Cuidamos de toda a documentação — do microchip ao CVI — para que seu pet embarque sem surpresas. Se você quer segurança total, fale com um especialista da Pet Viajante e receba um plano personalizado.

Quanto custa levar um pet para Portugal

Não existe um preço fechado: o valor depende de vários fatores. Em geral, o investimento total (documentos, exames, caixa IATA, passagem do pet e taxas) pode variar bastante conforme o porte do animal e a companhia aérea escolhida.

Fator Impacto no custo
Porte do pet (cabine x porão/carga) Alto — define o tipo de transporte e a tarifa
Companhia aérea e rota Alto — cada empresa tem política e preço próprios
Caixa de transporte IATA Médio — varia com o tamanho do animal
Exames e documentos Médio — microchip, vacinas, atestado
Taxas do MAPA e agente no destino Variável

Para saber se seu pet viaja na cabine ou no porão — o que muda bastante o custo — vale ler sobre cabine, porão e carga. O valor exato só é possível com um orçamento personalizado, considerando o seu caso específico.

Perguntas frequentes

Preciso de sorologia (FAVN) para levar meu pet para Portugal?

Não. Saindo do Brasil, país listado com risco controlado de raiva, Portugal e a União Europeia não exigem o teste sorológico FAVN. Bastam o microchip ISO e a vacina antirrábica válida, além do CVI. Mesmo assim, confirme as regras vigentes antes de viajar, pois elas podem mudar.

Com quantos dias de antecedência o CVI deve ser emitido?

O CVI é emitido em uma janela curta antes do voo — em geral até cerca de 10 dias antes do embarque. Como o certificado tem validade curta, ele é sempre a última etapa. Por isso o agendamento no VIGIAGRO precisa ser bem coordenado com a data da viagem.

Posso emitir o CVI com um veterinário particular?

Não. O CVI é emitido exclusivamente por fiscais veterinários federais do MAPA/VIGIAGRO. O veterinário particular emite o atestado de saúde e aplica as vacinas, mas o certificado internacional só sai pelo governo, geralmente na unidade do aeroporto de embarque.

O que acontece se houver um erro na documentação?

Qualquer inconsistência — microchip ilegível, vacina aplicada antes do chip, data errada ou exame vencido — pode levar o fiscal a recusar a emissão do CVI, ou a companhia aérea a barrar o pet no check-in. O resultado é voo perdido e retrabalho. Por isso, contar com uma equipe especializada como a Pet Viajante reduz drasticamente o risco de erro documental.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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