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Quais animais são aceitos em voos internacionais: guia completo

Além de cães e gatos, quais animais voam? Coelhos, pássaros, répteis, hamsters, peixes — regras por companhia, CITES e destinos. O que nunca deixar para surpresa.

Cães e gatos dominam a conversa sobre transporte aéreo de pets — mas e os outros animais? Coelhos, pássaros, hamsters, répteis, peixes? Cada companhia aérea e cada país tem regras próprias, e ignorá-las pode resultar em animal confiscado na alfândega.

Animais aceitos com mais frequência em voos internacionais

AnimalCabinePorãoRestrições principais
CãoPequeno porte (até 8 kg total)Sim (caixa IATA)Raças proibidas, braquicefálicos, documentação veterinária
GatoPequeno (até 8 kg total)Sim (caixa IATA)Documentação veterinária — processo mais simples que cão em alguns países
CoelhoAlgumas companhiasAlgumas companhiasMuitas companhias não aceitam — verificar caso a caso
PássaroRaramente (geralmente não)RaramenteCITES para espécies protegidas; restrições de biossegurança na maioria dos países
HamsterAlgumas companhiasAlgumas companhiasRestrições por país — EUA proibiu hamsters em alguns estados
RéptilGeralmente nãoRaramenteCITES obrigatório para maioria das espécies
PeixeRaramente (água)Via carga especializadaLogística complexa — oxigenação e temperatura controlada
FerretAlgumas companhiasAlgumas companhiasProibido em alguns países (Austrália, Nova Zelândia)
Porco-da-ÍndiaRaramenteAlgumas companhiasRestrições variam por companhia e destino

Animais geralmente não aceitos em voos

  • Animais silvestres protegidos pela CITES (sem documentação CITES)
  • Animais de fazenda (bovinos, suínos, caprinos)
  • Primatas (macacos, chimpanzés)
  • Serpentes e cobras (a maioria das companhias proíbe)
  • Aranhas e escorpiões
  • Crocodilos e outros répteis grandes
  • Roedores com doença conhecida (restrições de biossegurança)

CITES: animais protegidos exigem documentação especial

A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) regula a exportação e importação de centenas de espécies animais. Se você tem:

  • Papagaio, arara, periquito, caturrita
  • Répteis exóticos (iguana, tartaruga, geckosetc.)
  • Peixes ornamentais de espécies raras
  • Qualquer animal que possa ser classificado como silvestre nativo

...é necessário documentação CITES, que inclui Licença de Exportação (IBAMA no Brasil) e Licença de Importação do país de destino. Sem isso, o animal pode ser confiscado e você pode ser multado ou processado.

Coelhos em voos — por companhia

CompanhiaAceita coelhos?Observação
LufthansaSim (porão)Caixa IATA adequada, documentação veterinária
TAPVerificarPolítica pode variar por rota
LATAMNão em rotas internacionais longasVerificar política atual
EmiratesVia SkyCargoNão no avião de passageiros
KLMVerificarGeralmente possível — confirmar com companhia

Pássaros e papagaios: por que é tão difícil

Levar papagaio brasileiro para o exterior é extremamente complexo:

  • Papagaios nativos do Brasil (Amazona, etc.) são protegidos pela CITES Apêndice II
  • Exportação exige licença IBAMA — raramente concedida para animais de estimação
  • Muitos países não aceitam aves de poleiros (psitacídeos) mesmo com documentação
  • Restrições de influenza aviária em vários aeroportos
  • Quarentena obrigatória em Austrália, Nova Zelândia, UK para aves

Na prática, levar papagaio brasileiro para Europa ou Oceania é quase impossível pela via legal convencional.

Gatos: vantagens em relação aos cães

Gatos têm algumas vantagens no transporte internacional:

  • EUA e Canadá: não exigem sorologia para gatos (diferente de cães)
  • Peso geralmente menor — mais fácil cabine
  • Gatos tendem a ser mais calmos em caixas (maioria dorme no voo)
  • Documentação geralmente mais simples
  • Sem raças proibidas na maioria dos países (exceto Singapura que tem a lista de raças)

O que fazer se seu pet não é cão ou gato

  1. Identifique a espécie e verifique se está na lista CITES
  2. Verifique a legislação do país de destino para aquela espécie
  3. Contate a companhia aérea diretamente — não confie em informações genéricas do site
  4. Procure veterinário especializado em animais exóticos para documentação
  5. Considere a alternativa de envio via carga aérea especializada (em vez de bagagem)
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