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Transporte de pet de São Paulo para a Irlanda: custo, prazo e passo a passo

Entenda como levar seu pet de São Paulo para a Irlanda: requisitos do destino, logística de embarque em Guarulhos, prazo, faixa de custo e passo a passo.

Levar seu pet de São Paulo para a Irlanda exige, em resumo, três pilares obrigatórios: microchip no padrão ISO 11784/11785, vacina antirrábica válida (aplicada depois do microchip) e o Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido pelo VIGIAGRO/MAPA poucos dias antes do embarque. A boa notícia é que a Irlanda, como país da União Europeia, não exige o exame de sorologia antirrábica (teste FAVN) para pets que saem do Brasil — o que torna o processo mais rápido do que destinos como Austrália. O que muda por você morar em São Paulo não são os requisitos (esses dependem do destino), mas a logística: aeroporto de embarque, conexões, veterinários habilitados e o agendamento do CVI. Neste guia você entende o passo a passo, o prazo realista e a faixa de custo.

Requisitos dependem da Irlanda, não de São Paulo

Este é o ponto mais importante e o que mais confunde quem está começando: os requisitos sanitários e documentais de entrada são definidos pelo país de destino. Ou seja, um pet que sai de São Paulo, do Rio ou de Curitiba cumpre exatamente as mesmas exigências da Irlanda. O que a sua cidade de origem influencia é a operação: de onde o voo parte, quais companhias aceitam animais, quais veterinários estão aptos a emitir a documentação e onde você agenda a inspeção do MAPA.

Para a Irlanda, os requisitos essenciais são:

  • Microchip ISO 11784/11785 implantado antes da vacina antirrábica — a ordem importa e um erro aqui invalida todo o processo.
  • Vacina antirrábica válida, aplicada após o microchip, respeitando o período de carência antes da viagem.
  • Tratamento contra Echinococcus (verme) para cães, aplicado por veterinário dentro de uma janela específica antes da chegada — exigência típica de Irlanda, Reino Unido, Finlândia e Malta.
  • CVI emitido pelo VIGIAGRO próximo à data do voo, com toda a documentação anexa.

Você encontra o detalhamento atualizado na nossa página dedicada de como levar seu pet para a Irlanda. Vale também revisar o guia de documentos para viagem internacional passo a passo e o de microchip no padrão ISO, já que a maioria das reprovações acontece por microchip incompatível ou fora de ordem.

Como o pet sai de São Paulo até a Irlanda

São Paulo é a melhor praça do Brasil para transporte internacional de pets — e isso joga a seu favor. A cidade concentra a maior malha aérea intercontinental do país. Os voos de longa distância partem sobretudo do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU), e não do Congonhas (CGH), que é voltado a voos domésticos. Portanto, mesmo morando na capital, o embarque internacional acontece em Guarulhos.

Não existe voo direto de São Paulo para Dublin. A rota praticamente sempre envolve uma conexão na Europa — normalmente Lisboa, Madri, Frankfurt, Paris, Amsterdã ou Londres — antes do trecho final até a Irlanda. Isso tem uma implicação importante: o pet e a documentação passam por dois trechos e um ponto de conexão, e cada companhia e aeroporto tem suas próprias regras para animais.

Além disso, a Irlanda tem uma particularidade logística: nem toda companhia aérea aceita a entrada de cães e gatos como carga por via aérea diretamente em determinados aeroportos irlandeses. Por isso, muitas famílias fazem o trecho final por rotas específicas ou combinam voo até um hub europeu com um segundo modal. É exatamente esse tipo de detalhe que faz o planejamento da rota ser tão importante quanto os documentos.

Cabine, porão ou carga: onde seu pet viaja

A forma de transporte depende do porte do animal e da política da companhia:

  • Cabine: geralmente para pets pequenos (cão ou gato) dentro de um limite de peso somado à caixa, viajando junto ao tutor.
  • Porão (bagagem acompanhada): para pets de porte médio/grande, na mesma aeronave do tutor, em compartimento pressurizado e climatizado.
  • Carga: quando o pet viaja como carga aérea, comum em rotas com conexão ou quando a companhia não permite porão naquele trecho.

Entenda as diferenças no artigo cabine vs porão vs carga e veja como funciona o voo no porão. Em todos os casos é obrigatória uma caixa de transporte no padrão IATA, adequada ao tamanho do animal.

Dica de especialista: em rotas com conexão, priorize itinerários com escala confortável (nem tão curta a ponto de arriscar perder o trecho, nem tão longa a ponto de deixar o pet horas no aeroporto). A escolha certa da rota reduz estresse e risco de imprevistos.

Se você já se sentiu perdido com a quantidade de variáveis, esse é o momento de falar com um especialista da Pet Viajante e receber a rota ideal para o seu caso.

Passo a passo resumido (de São Paulo para a Irlanda)

  1. Microchip ISO implantado por veterinário.
  2. Vacina antirrábica aplicada após o microchip, respeitando a carência.
  3. Planejamento da rota e reserva com companhia que aceite pet a partir de GRU.
  4. Tratamento antiparasitário (cães) dentro da janela exigida pela Irlanda.
  5. Emissão do CVI no VIGIAGRO/MAPA em São Paulo, poucos dias antes do voo.
  6. Embarque em Guarulhos (GRU) com caixa IATA e documentação completa.
  7. Conexão na Europa e chegada à Irlanda com a validação sanitária no destino.

O agendamento e a emissão do CVI merecem atenção especial: é um documento com janela curta de validade e horários limitados de atendimento. Veja como funciona no guia de agendamento e emissão do CVI no MAPA.

Prazo: quanto tempo antes começar

Como a Irlanda não exige sorologia antirrábica saindo do Brasil, o processo é mais ágil do que destinos com quarentena. Ainda assim, há prazos mínimos de vacina e de tratamentos que não podem ser atropelados. Veja uma estimativa realista por etapa:

EtapaPrazo estimado
Microchip + vacina antirrábicaDeve estar concluída semanas antes (respeitar carência da vacina)
Planejamento da rota e reserva com petIdealmente 1 a 2 meses antes
Tratamento antiparasitário (cães)Dias antes do embarque, em janela específica
Emissão do CVI no VIGIAGROPoucos dias antes do voo
Processo completoEm geral 1 a 4 meses

Nossa recomendação é começar cedo. Quanto mais cedo você organiza microchip, vacina e reserva, mais opções de voo e melhores tarifas encontra — e menos risco de correr contra o relógio na reta final.

Faixa de custo do transporte São Paulo–Irlanda

Não existe um preço fechado, e desconfie de quem promete "tabela oficial". O valor final depende de vários fatores. A tabela abaixo traz uma referência de faixas, apenas para você dimensionar o orçamento:

ItemFaixa estimada (referência)
Microchip + vacinas + exames veterináriosA partir de algumas centenas de reais
Caixa de transporte padrão IATAEm geral entre R$ 200 e R$ 1.500 (varia com o porte)
Passagem aérea do pet (cabine/porão/carga)Varia muito conforme companhia, rota e peso
Taxas, documentação e agente no destinoDepende da rota e do trecho final na Irlanda

Os principais fatores que puxam o custo para cima ou para baixo são o porte do pet (cabine é mais barato que porão/carga), a companhia aérea escolhida, a rota e o número de conexões, os exames e documentos e as taxas no destino. Por isso, o valor exato só é definido com um orçamento personalizado, olhando o seu pet e a sua data.

Por que fazer com quem opera a praça de São Paulo

Transporte internacional de pet é um processo complexo, cheio de detalhes e que muda sem aviso. Um microchip incompatível, uma vacina fora de ordem, um tratamento antiparasitário aplicado na janela errada ou um CVI emitido no dia errado pode significar pet barrado na chegada, quarentena extra ou voo perdido — com prejuízo emocional e financeiro enorme. Fazer sozinho, especialmente numa rota com conexão como a da Irlanda, é arriscado.

A Pet Viajante já ajudou mais de 15.000 pets a viajar com segurança. Nossa operação em São Paulo conhece os veterinários habilitados, os melhores itinerários a partir de GRU, o passo a passo do VIGIAGRO local e as particularidades de entrada na Irlanda. Você conta com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte no país de destino. Conheça a Pet Viajante ou faça agora uma consultoria gratuita para receber o plano completo do seu embarque.

Perguntas frequentes

Preciso ir até Guarulhos mesmo morando em São Paulo capital?

Sim. Os voos intercontinentais que servem à Irlanda partem sobretudo do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). O Congonhas (CGH) opera voos domésticos e não é ponto de embarque internacional para o seu pet.

A Irlanda exige o exame de sorologia antirrábica (FAVN)?

Saindo do Brasil, a Irlanda — por ser da União Europeia — não exige a sorologia antirrábica para cães e gatos, o que agiliza o processo. Ainda assim, há exigência de microchip, antirrábica válida e, para cães, tratamento antiparasitário específico antes da chegada.

Existe voo direto de São Paulo para a Irlanda?

Não. A rota envolve conexão na Europa (como Lisboa, Madri, Frankfurt ou Londres) antes do trecho final até a Irlanda. Por isso, o planejamento da rota é essencial, pois nem toda companhia aceita pet em todos os trechos.

Quanto tempo antes devo começar o processo?

Em geral, o processo leva de 1 a 4 meses. Como a Irlanda não exige quarentena nem sorologia saindo do Brasil, é mais ágil, mas os prazos de vacina e tratamentos precisam ser respeitados. O ideal é começar cedo para garantir as melhores opções de voo.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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