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Transporte de pet de Brasília para a Irlanda: custo, prazo e passo a passo

Guia completo para levar seu cão ou gato de Brasília à Irlanda: requisitos sanitários, logística de embarque via Guarulhos, prazos, faixas de custo e passo a passo.

Levar um pet de Brasília para a Irlanda custa, em geral, entre R$ 12.000 e R$ 30.000 e leva de 3 a 6 meses do início do processo até o embarque. O ponto mais importante de entender logo no começo é este: os requisitos sanitários dependem do destino (Irlanda) e não da cidade onde você mora. Ou seja, morar em Brasília não muda a lista de exigências da autoridade irlandesa — mas afeta bastante a logística: qual aeroporto usar, como fazer a conexão para chegar a um voo intercontinental e onde emitir a documentação oficial brasileira.

Requisitos da Irlanda: o que realmente importa

A Irlanda faz parte da União Europeia e, ao mesmo tempo, mantém regras próprias e historicamente rígidas para entrada de animais (semelhantes às do Reino Unido). Na prática, o cão ou gato que sai do Brasil precisa cumprir uma sequência que não pode ser executada fora de ordem, sob risco de reinício de etapas. Os pilares são:

  • Microchip padrão ISO 11784/11785: deve ser implantado antes de qualquer vacina, porque é ele que identifica o animal em todos os documentos. Entenda melhor no nosso guia sobre microchip pet internacional e o padrão ISO.
  • Vacina antirrábica aplicada depois do microchip e válida no momento da viagem.
  • Titulação/sorologia antirrábica (teste FAVN): destinos rigorosos como a Irlanda costumam exigir a comprovação de anticorpos, com coleta feita em laboratório aprovado e um período de espera após o resultado antes do embarque. É essa etapa que mais estica o cronograma.
  • Tratamento contra Echinococcus (tênia) para cães, aplicado por veterinário dentro de uma janela específica de horas antes da chegada.
  • CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo VIGIAGRO/MAPA perto da data da viagem, além de eventual permissão/notificação de importação exigida pela autoridade irlandesa.

Como esses requisitos mudam sem aviso prévio e variam conforme a espécie e o histórico do animal, vale conferir a página atualizada de como levar seu pet para a Irlanda antes de agendar qualquer exame. Um detalhe fora de ordem — uma vacina aplicada antes do chip, por exemplo — pode invalidar meses de preparação.

Saindo de Brasília: a parte logística

Brasília é atendida pelo Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek (BSB). Apesar de ser um dos maiores hubs domésticos do país, voos intercontinentais que aceitam pets saem sobretudo de São Paulo (Guarulhos/GRU). Na prática, isso significa que o trajeto quase sempre envolve uma conexão: um trecho BSB → GRU e, de lá, o voo internacional em direção à Europa, geralmente com nova conexão em um hub europeu antes de pousar em Dublin.

Essa característica muda o planejamento. Cada troca de aeronave é um ponto de atenção, principalmente quando o pet viaja no porão. É preciso confirmar que todas as pernas do trajeto aceitam o animal, que os tempos de conexão são suficientes para o manejo da caixa e que a companhia aérea permite o transporte na modalidade escolhida. Para entender as diferenças, veja nosso comparativo entre cabine, porão e carga.

Regra prática: pets pequenos (até cerca de 8 kg com a caixa) podem viajar na cabine em alguns voos; cães maiores vão no porão pressurizado e climatizado ou como carga, o que exige caixa IATA no tamanho correto e planejamento de conexão redobrado.

Emitir o CVI no VIGIAGRO também tem componente local: o agendamento e a validação dos documentos precisam ser feitos com a autoridade competente, e a coleta de sangue para o teste FAVN exige veterinário habilitado e laboratório aprovado — nem sempre a mesma clínica do bairro. Organizar essa rede em Brasília, dentro das janelas de prazo, é onde muita gente trava. Se preferir não arriscar, você pode falar com um especialista da Pet Viajante e receber o cronograma pronto para o seu caso.

Passo a passo resumido (Brasília → Irlanda)

  1. Microchip ISO implantado e registrado.
  2. Vacina antirrábica após o microchip.
  3. Coleta para sorologia FAVN em laboratório aprovado e aguardo do período obrigatório.
  4. Documentação de importação junto à autoridade irlandesa (quando aplicável).
  5. Reserva do voo com conexão a partir de BSB, confirmando aceite do pet em todos os trechos.
  6. Tratamento antiparasitário e exame clínico na janela final.
  7. Emissão do CVI no VIGIAGRO poucos dias antes do embarque.
  8. Embarque e desembarque em Dublin, com apresentação dos documentos.

Veja o detalhamento completo dos papéis exigidos no artigo sobre documentos para viagem internacional de pet e sobre o agendamento e emissão do CVI.

Prazo por etapa

EtapaPrazo estimado
Microchip + antirrábica1 a 2 semanas
Coleta e resultado da sorologia FAVN3 a 6 semanas
Período de espera pós-sorologiaPode chegar a alguns meses
Reserva de voo + caixa IATA2 a 4 semanas de antecedência
Emissão do CVI no VIGIAGRODias finais antes do voo
Total realista3 a 6 meses

Por causa da exigência de sorologia, começar cedo não é recomendação genérica — é o que separa uma viagem tranquila de um voo perdido.

Faixa de custo estimada

ItemFaixa estimada (R$)
Microchip + vacinas200 – 600
Sorologia FAVN (laboratório)800 – 1.800
Caixa de transporte IATA300 – 1.500
Passagem aérea do pet (cabine/porão/carga)3.000 – 15.000+
Exames, CVI e taxas500 – 2.000
Agente/assessoria e suporte no destinoVariável

Esses valores são faixas de referência, não uma tabela oficial. O custo final muda conforme o porte do pet (cabine é mais barata que porão ou carga), a companhia aérea, o número de conexões e os exames exigidos. Por isso, o único número confiável é o de um orçamento personalizado.

Por que contar com quem opera essa praça

O transporte de Brasília para a Irlanda combina o que há de mais delicado: um destino rigoroso (com sorologia e janelas de prazo) e uma origem sem voo intercontinental direto (com conexão obrigatória por Guarulhos). Um erro de sequência nas vacinas, um teste FAVN feito no laboratório errado ou uma conexão mal calculada podem significar pet barrado, quarentena extra ou voo perdido — com prejuízo emocional e financeiro alto.

A Pet Viajante já ajudou mais de 15.000 pets a viajarem com segurança. Contamos com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte no país de destino, cuidando desde o microchip até o desembarque em Dublin. Você acompanha cada etapa sem precisar decifrar exigências que mudam sem aviso. Fale agora com um especialista da Pet Viajante e receba um plano sob medida para o seu pet — ou conheça a Pet Viajante em detalhes.

Perguntas frequentes

Preciso ir até São Paulo para embarcar meu pet?

Na maioria dos casos, sim. Como os voos intercontinentais que aceitam pets saem principalmente de Guarulhos (GRU), o trajeto costuma incluir uma conexão a partir de Brasília (BSB). É essencial confirmar que todos os trechos aceitam o animal na modalidade escolhida.

A Irlanda exige sorologia antirrábica?

Destinos rigorosos como a Irlanda geralmente exigem a titulação/sorologia (teste FAVN), com período de espera após o resultado. Por ser a etapa mais demorada, ela deve ser planejada com meses de antecedência. Confira sempre a página atualizada de requisitos.

Quanto tempo antes devo começar o processo?

O ideal é iniciar de 4 a 6 meses antes da viagem. A combinação de sorologia, janelas de vacina e emissão do CVI perto do embarque torna o cronograma apertado para quem começa em cima da hora.

Meu cachorro grande pode viajar para a Irlanda?

Sim. Cães que não cabem na cabine viajam no porão pressurizado e climatizado ou como carga, em caixa IATA adequada. Isso exige atenção redobrada às conexões. Veja como funciona no nosso guia sobre pet em voo no porão.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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