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50 perguntas frequentes sobre transporte internacional de pets

Mega FAQ com 50+ perguntas e respostas sobre transporte internacional de pets. Documentação, companhias, custos e mais.

Reunimos as 50 perguntas mais comuns sobre transporte internacional de pets, respondidas de forma direta e atualizada para 2026. Esta é a referência definitiva para tirar qualquer dúvida — da documentação ao voo, da sorologia à adaptação no destino.

Documentação básica

1. Quais documentos são necessários para levar meu pet para fora do Brasil?

Os documentos básicos exigidos para qualquer destino são: microchip ISO 11784/11785, vacina antirrábica válida, atestado de saúde veterinário (emitido até 10 dias antes do voo) e CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo MAPA. Dependendo do país de destino, podem ser necessários documentos adicionais como sorologia de raiva, permit de importação e tratamentos antiparasitários.

2. O que é o CVI e onde é emitido?

CVI é o Certificado Veterinário Internacional — documento oficial do governo brasileiro que certifica que o animal cumpre as exigências sanitárias do país de destino. É emitido pelo Vigiagro (MAPA) nos aeroportos internacionais e unidades de fronteira. O agendamento é feito pelo sistema SIGSIF ou presencialmente.

3. Quanto tempo o CVI é válido?

O CVI tem validade de 10 dias a partir da emissão. O embarque deve ocorrer dentro desse período. Se o voo for cancelado ou adiado além dos 10 dias, é necessário emitir novo CVI.

4. O atestado de saúde é o mesmo que o CVI?

Não. O atestado de saúde é emitido por qualquer veterinário habilitado e declara que o animal está clinicamente saudável. O CVI é o documento oficial do MAPA. O atestado é um dos documentos necessários para obter o CVI.

5. Preciso de passaporte para meu pet?

Não existe "passaporte para pet" no Brasil. O documento equivalente é o CVI. Na União Europeia, existe o EU Pet Passport, que pode ser emitido após a chegada. A carteira de vacinação brasileira com registros completos serve como histórico médico.

Microchip

6. Todo pet precisa de microchip para viagem internacional?

Sim. O microchip ISO 11784/11785 é exigência universal para transporte internacional. Deve ser implantado antes de qualquer vacina antirrábica que será usada na documentação de viagem.

7. Meu pet já tem microchip. Como saber se é o padrão ISO?

O veterinário pode verificar com um leitor universal. Microchips ISO 11784/11785 têm código de 15 dígitos. Se o chip for de padrão diferente, pode ser necessário implantar um novo (o animal pode ter dois chips, mas o ISO é o que consta na documentação).

8. O microchip pode falhar ou parar de funcionar?

Raramente, mas acontece. O chip pode migrar de posição (dificultando a leitura) ou, em casos raros, parar de responder ao leitor. Recomenda-se testar a leitura do chip pelo menos 2 semanas antes da emissão do CVI.

Vacinas e sorologia

9. Qual vacina é obrigatória para viagem internacional?

A vacina antirrábica é a única universalmente exigida. Deve estar válida (mínimo 21–30 dias após aplicação, dentro do prazo de validade do fabricante) e aplicada após o microchip.

10. Meu pet precisa de outras vacinas além da antirrábica?

Para fins de documentação de viagem internacional, apenas a antirrábica é exigida. Porém, vacinas como V8/V10 (cães) e V4/V5 (gatos) são recomendadas por proteção geral. Alguns países podem exigir comprovação de outras vacinas — verifique as regras específicas do destino.

11. O que é a sorologia de raiva (FAVN)?

É um exame de sangue que mede o nível de anticorpos contra raiva após a vacinação. O resultado mínimo aceito é 0,5 UI/ml. Obrigatório para entrada na UE, Reino Unido, Japão, Austrália e EUA (para cães desde 2024). Deve ser realizado em laboratório credenciado pela OIE/WOAH.

12. Quanto tempo a sorologia leva?

A coleta de sangue é feita 30 dias após a vacina antirrábica. O resultado do laboratório leva 2–4 semanas. Após a data da coleta, há um período de carência de 90 dias (UE) ou 180 dias (Japão) antes que o animal possa viajar. Tempo total: 4–7 meses.

13. E se a sorologia der resultado abaixo de 0,5 UI/ml?

É necessário revacinar, esperar 30 dias, coletar sangue novamente e esperar novo resultado. O período de carência de 90 dias recomeça da nova coleta. Isso pode atrasar a viagem em 4–5 meses.

14. A sorologia precisa ser refeita a cada viagem?

Não, desde que a vacina antirrábica tenha sido mantida em dia (sem intervalos). Se o animal ficou com a vacina vencida em algum momento após a sorologia, o exame perde a validade e deve ser refeito.

15. Onde fazer a sorologia no Brasil?

O laboratório de referência é o LACEN-PE (Laboratório Central de Pernambuco). Alguns laboratórios privados também são credenciados. O veterinário coleta o sangue, centrifuga e envia ao laboratório. Laboratórios internacionais credenciados (como o ANSES na França) também são aceitos.

Companhias aéreas

16. Quais companhias aceitam pets em cabine?

A maioria das grandes companhias aceita pets em cabine com restrições de peso (geralmente animal + bolsa até 7–10 kg). LATAM, TAP, Air Canada, KLM, Air France, Iberia e muitas outras permitem. Cada uma tem suas próprias regras de dimensões e peso. A reserva do pet deve ser feita por telefone na maioria das companhias.

17. Qual o peso máximo para o pet ir em cabine?

Varia por companhia: LATAM (7 kg com caixa), TAP (8 kg com caixa), Air Canada (10 kg com caixa), KLM (8 kg com caixa). O peso inclui a bolsa de transporte. Sempre confirme diretamente com a companhia, pois as regras mudam.

18. O porão do avião é seguro para pets?

O porão de passageiros (onde animais viajam) é pressurizado e climatizado, com temperatura controlada entre 15–25°C na maioria das aeronaves modernas. É seguro para a maioria dos animais saudáveis. O risco aumenta para braquicefálicos, animais cardiopatas e em condições extremas de temperatura.

19. Posso escolher em qual avião meu pet vai?

Não diretamente. Porém, ao verificar o modelo da aeronave no momento da reserva, você pode confirmar se tem porão climatizado. Aviões de fuselagem estreita (A320, 737) em voos curtos geralmente têm porão climatizado, mas em alguns casos a climatização é limitada.

20. Quantos pets posso levar no mesmo voo?

Em cabine: 1 pet por passageiro (algumas companhias permitem 2 gatos pequenos na mesma bolsa). No porão: geralmente sem limite por passageiro, mas há limite total por voo. Para múltiplos pets, reserve com meses de antecedência.

21. Quanto custa a taxa de transporte de pet nas companhias aéreas?

Varia enormemente. Cabine: R$ 400–1.200 (nacional) / USD 100–300 (internacional). Porão: R$ 600–2.500 (nacional) / USD 150–500 (internacional). Cargo: USD 500–2.000+. Sempre confirme o valor atualizado com a companhia.

Caixa de transporte

22. Toda caixa de transporte serve para viagem internacional?

Não. Para porão, a caixa deve ser rígida, seguir as especificações IATA (ventilação, fechamento, dimensões adequadas ao animal) e ter etiquetagem obrigatória ("Live Animal", setas de orientação, dados do tutor). Para cabine, bolsas flexíveis são aceitas se couberem sob o assento.

23. Como calcular o tamanho certo da caixa?

O animal deve conseguir ficar de pé sem encostar a cabeça, virar completamente, e deitar em posição natural. Regra prática: comprimento = nariz à base da cauda + metade das patas traseiras; altura = chão ao topo da orelha + 5 cm; largura = ombros x 2.

24. Posso colocar dois animais na mesma caixa no porão?

Não. Cada animal deve ter sua própria caixa individual no porão. Em cabine, algumas companhias permitem dois gatos pequenos na mesma bolsa se o peso total estiver dentro do limite.

25. Posso usar cadeado na caixa?

Não recomendado. Equipes de emergência precisam acessar o animal rapidamente. Use abraçadeiras plásticas (zip ties) que podem ser cortadas facilmente. A maioria das companhias proíbe cadeados.

Braquicefálicos

26. Raças de focinho curto podem viajar de avião?

Com restrições severas. A maioria das companhias proíbe braquicefálicos no porão. Em cabine, podem viajar se o peso estiver dentro do limite. Para animais acima do limite de cabine, a alternativa é transporte por empresa especializada (cargo pet).

27. Quais raças são consideradas braquicefálicas?

Cães: Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Pug, Boxer, Boston Terrier, Shih Tzu, Lhasa Apso, Cavalier King Charles, Pequinês, Mastiff, entre outros. Gatos: Persa, Himalaio, Exótico. Cada companhia tem sua própria lista.

28. Existe alguma companhia que aceita Bulldog no porão?

Poucas. Em 2025/2026, Iberia e algumas companhias asiáticas aceitam com atestado veterinário específico de aptidão respiratória. As regras mudam frequentemente — confirme diretamente antes de comprar passagem.

Destinos específicos

29. O que é necessário para levar pet para Portugal?

Microchip ISO, vacina antirrábica (aplicada após microchip), sorologia FAVN com título ≥ 0,5 UI/ml, espera de 90 dias após coleta de sangue, tratamento contra Echinococcus (1–5 dias antes da chegada), atestado de saúde e CVI do MAPA.

30. E para os Estados Unidos?

Desde 2024, cães vindos do Brasil (país de alto risco para raiva) precisam de: sorologia FAVN, vacina antirrábica válida, microchip, CDC Dog Import Form preenchido online, e entrada por aeroporto com estação de quarentena do CDC. Gatos têm menos exigências.

31. E para o Canadá?

Relativamente simples: vacina antirrábica válida, atestado de saúde, CVI. Não exige sorologia para a maioria dos pets vindos do Brasil. Um dos destinos mais fáceis na América do Norte.

32. E para o Japão?

Um dos processos mais longos: microchip, duas vacinas antirrábicas separadas, sorologia FAVN, 180 dias de carência, notificação à quarentena japonesa 40 dias antes, CVI. Tempo mínimo total: 7–8 meses.

33. E para a Austrália?

O mais difícil do mundo: permit de importação, sorologia FAVN, tratamentos antiparasitários específicos, 10 dias de quarentena obrigatória em instalação governamental em Melbourne. Custo total: R$ 12.000–25.000. Tempo: 6–12 meses.

34. E para a Argentina?

O mais fácil: vacina antirrábica válida, atestado de saúde, CVI. Não exige sorologia. Processo de 2 semanas. Custo: R$ 1.500–2.500.

Custos

35. Quanto custa em média levar um pet para a Europa?

Entre R$ 4.000 e R$ 8.000, incluindo vacinas, sorologia, exames, documentação, caixa de transporte e taxa da companhia aérea. Para cães grandes (porão + caixa grande), o valor pode chegar a R$ 10.000+.

36. Vale a pena contratar empresa de transporte de pet?

Depende. Empresas cobram R$ 5.000–15.000 e fazem todo o processo (documentação, caixa, despacho). Vale para quem não tem tempo, não domina o processo ou tem braquicefálico grande. Para quem pode fazer por conta própria, a economia é de 30–60%.

37. O seguro viagem cobre pets?

Seguros de viagem para humanos geralmente não cobrem pets. Existem seguros específicos para transporte de animais que cobrem emergência veterinária, morte durante transporte e cancelamento. São opcionais mas recomendados, especialmente para pets de risco (idosos, braquicefálicos).

Saúde do pet

38. Posso dar calmante ou sedativo para meu pet antes do voo?

Sedativos são contraindicados e proibidos pela maioria das companhias aéreas. Eles interferem na termorregulação e pressão arterial, aumentando riscos em altitude. Alternativas seguras: L-teanina, Feliway/Adaptil (feromônios), suplementos naturais — sempre com prescrição veterinária.

39. Pet idoso pode viajar de avião?

Sim, desde que esteja clinicamente saudável. Recomenda-se check-up completo incluindo ecocardiograma, bioquímico renal e hepático. A idade não é contraindicação automática — o estado de saúde é o que determina a aptidão.

40. Pet com doença crônica pode viajar?

Depende da doença e do estado clínico. Diabéticos controlados, hipotireoideos medicados, FIV+ assintomáticos, epilépticos controlados — podem viajar com preparação adequada. Doenças graves ativas (insuficiência renal avançada, câncer em tratamento) geralmente contraindicam viagem. O veterinário decide.

41. O que fazer se o pet passar mal durante o voo?

Em cabine: notifique a tripulação imediatamente. Ofereça água. Mantenha ventilação na bolsa. Em caso grave, o comandante pode solicitar pouso de emergência (raro). No porão: você não tem acesso ao animal durante o voo. Por isso, o check-up pré-viagem é tão importante.

42. Meu pet tem medo de barulho. O voo vai ser um problema?

Dentro da aeronave, o ruído é constante e não há "estouros" repentinos. A maioria dos pets se acostuma ao som do motor em minutos. A decolagem e aterrissagem geram mais desconforto pela mudança de pressão do que pelo barulho. Habituação prévia à caixa reduz significativamente a ansiedade.

Logística

43. Quanto tempo antes do voo devo chegar ao aeroporto com o pet?

Mínimo 3 horas para voos internacionais (4 horas recomendado). O check-in de pets leva mais tempo pela verificação de documentos. Para pets no porão, a entrega ao setor de cargas vivas pode ser em local diferente do check-in normal.

44. Posso alimentar meu pet antes do voo?

Refeição leve 4–6 horas antes do voo. Evite alimentação pesada que pode causar vômito. Água pode ser oferecida até 2 horas antes. No bebedouro da caixa, coloque gelo — derrete aos poucos e evita derramamento.

45. Preciso levar comida do pet na viagem?

Recomenda-se levar 2–3 kg da ração habitual na mala para fazer transição gradual no destino. A maioria dos países aceita ração seca em embalagem fechada para uso pessoal. Declare na alfândega se perguntado.

46. Meu pet precisa de passaporte de vacinação no destino?

Na UE, o veterinário local pode emitir o EU Pet Passport após a chegada, consolidando todas as informações. Nos demais países, a carteira de vacinação brasileira com traduções (se necessário) serve como histórico médico.

Retorno ao Brasil

47. Como funciona para trazer o pet de volta ao Brasil?

O retorno é mais simples que a saída. Exigências básicas: vacina antirrábica válida, atestado de saúde emitido no país de origem e CVI emitido pela autoridade veterinária do país de origem. O Brasil não exige sorologia para entrada.

48. Meu pet nasceu no exterior. Posso trazê-lo para o Brasil?

Sim. As exigências são as mesmas de qualquer pet entrando no Brasil: microchip, vacina antirrábica, atestado de saúde e CVI do país de origem. Não há quarentena para entrada no Brasil em condições normais.

Situações especiais

49. Posso viajar com animal silvestre ou exótico internacionalmente?

Animais silvestres brasileiros (papagaios, jabutis, etc.) têm restrições severas do IBAMA e da CITES. A exportação requer autorizações específicas, é extremamente burocrática e, em muitos casos, proibida. Animais exóticos legalizados (hamsters, coelhos, furões) podem viajar, mas as exigências variam por espécie e país.

50. Meu pet é de suporte emocional (ESA). Tenho algum benefício no voo?

No Brasil, não existe legislação específica para animais de suporte emocional em voos. Nos EUA, desde 2021, companhias aéreas não são mais obrigadas a acomodar ESAs em cabine — apenas cães de serviço treinados têm acesso garantido. Na prática, o pet viaja sob as mesmas regras de qualquer animal de companhia (cabine com peso dentro do limite ou porão).

Perguntas extras

Posso viajar com mais de uma espécie ao mesmo tempo (cão + gato)?

Sim. Cada animal tem documentação individual. No porão, cada um vai em sua própria caixa. Em cabine, a maioria das companhias permite 1 animal por passageiro — então um passageiro pode levar o gato em cabine e outro passageiro pode levar o cão (se dentro do limite de peso).

O que acontece se a documentação estiver incompleta no aeroporto?

O pet não embarca. Não há exceções ou flexibilidade — documentação incompleta resulta em recusa de embarque. Você perde a taxa do pet e possivelmente a passagem. Por isso, confira todos os documentos pelo menos 1 semana antes.

Pets podem viajar em voos de conexão?

Sim, mas com atenção. Verifique se a companhia do segundo trecho aceita pets. Em conexões, o animal pode precisar ser retirado e redespachado. Conexões longas (mais de 6 horas) são desaconselhadas. Voos diretos são sempre preferíveis para o bem-estar do animal.

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