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Os 10 erros mais comuns ao levar pet ao exterior (e como evitá-los)

Lista dos erros que mais arasam processos — vacina antes do chip, prazo de sorologia errado, CVI vencido, PIF inexistente, Praziquantel fora da janela.

Depois de anos acompanhando tutores levando pets ao exterior, certos erros se repetem. Alguns causam apenas atrasos — outros resultam em pet barrado, processo recomeçado do zero ou custo extra de milhares de reais. Esta lista compila os erros mais comuns e como evitá-los.

Erro #1 — Vacina antirrábica antes do microchip

O erro: Vacinar antes de implantar o microchip — ou implantar o chip depois da vacina.

Por que é grave: Para países que exigem sorologia (UE, UK, AU, JP), o microchip deve ser implantado ANTES da vacina antirrábica. Se não for assim, a sorologia é inválida — todo o processo precisa recomeçar.

Como evitar: Na primeira consulta, confirme explicitamente com o veterinário: "O microchip será implantado ANTES da vacina antirrábica?"

Custo do erro: 4–5 meses de atraso + custo de nova sorologia (R$ 1.200–R$ 2.700)

Erro #2 — Laboratório de sorologia não aprovado pelo destino

O erro: Fazer a sorologia em laboratório válido no Brasil, mas não aprovado pelo país de destino.

Por que é grave: UK exige laboratório aprovado pelo APHA britânico. Austrália exige laborat. aprovado pelo DAFF australiano. Japão: lista AQS própria. Nem todo laboratório aprovado pela UE está na lista desses países.

Como evitar: Confirme com o veterinário qual laboratório será usado E verifique se está na lista do seu destino específico. CENARGEM geralmente atende todos — mas confirme.

Custo do erro: Sorologia inválida — refazer (R$ 1.200–R$ 2.700 + 3 meses de atraso)

Erro #3 — Modelo de CVI errado

O erro: Emitir o CVI no modelo UE para o UK, ou no modelo UE para os EUA, etc.

Por que é grave: Cada destino tem seu próprio modelo de CVI. UK (pós-Brexit) usa modelo GB diferente do Annex IV da UE. Austrália usa modelo DAFF. Japão usa modelo bilíngue MAFF. Usar o modelo errado invalida o certificado.

Como evitar: Mostre ao veterinário o destino exato e confirme o modelo que será usado antes de emitir.

Custo do erro: Novo CVI (R$ 500–R$ 1.200) + possível perda do voo

Erro #4 — CVI emitido com mais de 10 dias

O erro: Emitir o CVI com muito avanço — 15, 20 dias antes do voo.

Por que é grave: O CVI tem validade de 10 dias a partir da assinatura. Se o voo for no dia 30 e o CVI foi emitido no dia 15, ele está vencido na data do voo.

Como evitar: Emita o CVI nos 10 dias que precedem o embarque. Planeje a consulta final para 3–7 dias antes do voo.

Custo do erro: Novo CVI urgente (pode ser difícil em fins de semana ou feriados)

Erro #5 — Contar os 90 dias da sorologia da data da coleta, não do resultado

O erro: Calcular que os 90 dias de espera começam quando o sangue foi coletado.

Por que é grave: Os 90 dias (UE/UK) ou 180 dias (AU/JP) contam a partir da data do resultado positivo da sorologia — não da coleta. A coleta → resultado leva 3–6 semanas. Se você errar o cálculo, chegará no destino com 1–2 meses antes do prazo.

Como evitar: Pegue o laudo da sorologia com a data do resultado. Conte 90 dias a partir dali (ou 180 para AU/JP).

Custo do erro: Pet pode ser barrado na fronteira ou detido

Erro #6 — Entrar por aeroporto sem PIF (destinos UE)

O erro: Comprar voo que pousa em aeroporto europeu sem Posto de Inspeção Fronteiriço ativo para pets.

Por que é grave: Para entrar na UE com pet de país terceiro, o aeroporto de chegada DEVE ter PIF veterinário ativo. Aeroporto de Faro (Portugal), por exemplo, não tem PIF para pets não-UE.

Como evitar: Confirme se o aeroporto de chegada tem PIF veterinário antes de comprar o voo. Lisboa (LIS), Porto (OPO), Frankfurt (FRA), Paris CDG, Madrid (MAD) têm PIF.

Custo do erro: Pet pode ser recusado na entrada ou redirecionado para aeroporto com PIF (custo imprevisível)

Erro #7 — Não reservar o pet na companhia aérea antecipadamente

O erro: Comprar o bilhete humano e esperar para "resolver o pet depois".

Por que é grave: Vagas para pets são limitadas por voo (geralmente 2–4 pets por cabine, número limitado no porão). Se você não reservar com antecedência, o pet pode ficar de fora.

Como evitar: Reserve o pet simultaneamente ao bilhete humano. Ligue para a companhia (geralmente não é feito online).

Custo do erro: Ter que mudar a data do voo para encontrar disponibilidade

Erro #8 — Praziquantel fora da janela (UK)

O erro: Aplicar o Praziquantel no momento errado — fora da janela de 24–120 horas antes da chegada ao UK.

Por que é grave: A janela é exata. Se o Praziquantel foi dado 121 horas antes (5h e 1 minuto além da janela), o cão fica em quarentena no aeroporto britânico até que um novo tratamento seja feito e o prazo seja cumprido. Custo: GBP 100–200/dia.

Como evitar: Calcule com precisão de horas, não só de dias. Agende a visita veterinária no Brasil para exatamente 48–72h antes da chegada prevista no UK.

Custo do erro: Quarentena no UK + custo imprevisível

Erro #9 — Braquicefálicos no porão em clima quente

O erro: Colocar um Bulldog, Pug ou Shih Tzu no porão em rotas de verão para destinos quentes.

Por que é grave: Braquicefálicos têm dificuldade respiratória aumentada com calor e estresse. No porão, mesmo climatizado, podem ter crise. A maioria das companhias proíbe exatamente por esse motivo. Mas alguns tutores tentam — e há casos de mortalidade.

Como evitar: Braquicefálicos devem ir na cabine (peso dentro do limite) ou ter transporte via agente especializado com supervisão veterinária.

Erro #10 — Não verificar raças proibidas no destino

O erro: Levar Pit Bull, Fila Brasileiro ou Dogo Argentino para UK, Austrália ou Nova Zelândia sem verificar a legislação.

Por que é grave: Essas raças são proibidas nesses países. O pet será recusado na fronteira e enviado de volta ao Brasil (ou pior).

Como evitar: Verifique as leis de raças do país de destino antes de qualquer planejamento. Ver artigo específico sobre raças proibidas por país.

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